quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Liberar drogas é amar a sociedade.

Drogas devem ser proibidas? Sua moral deve ser imposta? Mesmo eu, o escritor deste artigo concordando que não se deveria usar drogas, ou cigarro, ou álcool, não devemos proibi-la.


Pontos morais:

É o que geralmente se diz, que drogas são imorais.
Mas eu lhe pergunto: O que é mais imoral?

Caso A:
Renato quer comprar uma droga, droga esta que está sofrendo incentivos para ser produzida da melhor forma por individuos honestos, Renato irá realizar uma troca voluntária, mesmo que para ele a droga não seja imoral, visto que a imoralidade é algo subjetivo. Logo, ele realiza esta troca, gera empregos, não agride a nenhum indivíduo pacifico, e exerce sua
liberdade individual.

Caso B:
Renato quer comprar uma droga, porém, João e certa parte da população não quer que ele faça isso. João roubará dinheiro de Renato e do resto da população para: Fortalecer um monopólio coercitivo (estado), jogar dinheiro em um sistema que seria melhor provido pelo mercado(polícia), para inciar uma guerra ao tráfico(que por sua vez só passará a existir pela proibição), que com certeza irão perder. João e a população irão ocasionar milhares de mortes com esta guerra, muito dinheiro roubado, e ainda irão quebrar trocas voluntárias inofensivas.
Onde ocorreu imoralidade? 


"Mas, as drogas irão acabar com a sociedade e destruir famílias."
Falacioso, visto que as drogas pesadas (que são os verdadeiros causadores das destruições familiares) são feitas por causa da proibição.
Assim foi com a cocaína após a proibição do ópio, assim foi como o Krokodill com a proibição da cocaína.
Quando se proíbe, aumenta-se a margem de periculosidade do mercado, deixando apenas os mais perigosos e propensos ao crime lá. O que se aumenta a dificuldade de se produzir, fazendo preços mais altos, o que cria necessidade para drogas mais baratas, que com certeza serão feitas de forma mais desleixada. E esse é o causador das drogas pesadas, que por sua vez, destroem famílias.

O intuito das drogas é serem recreativas, logo, a demanda é para recreação, o que faz com que os ofertantes tendam a cumpri-la. De tal forma, irá criar drogas menos nocivas, pois, não terão complicações em sua produção, e da mesma forma, terão estímulos a criarem drogas melhores.

Sem mesmo falar que o direito de auto-propriedade é algo inerente a si, e você tem o direito de usar drogas, pois o corpo é seu.

Mas, é muito importante salientar que o autor deste artigo concorda que drogas sejam imorais, nunca bebeu, nunca fumou e nunca usou drogas, todavia, o dever de discernimento é inerente ao individuo e às ações não coercitivas, tais como família e igreja, que deve mostrar sua moral, que por sua vez, é relativa. Porém, qualquer tipo de imposição ilegitima, é antiética.


Pontos objetivos utilitários:

É no minimo ingenuidade acreditar que se pode ganhar a guerra ao tráfico. O tráfico não possui planejamento central, é difuso, não se pode atacar um local e destrui-lo.
Estas proibições aleatorias só fazem criar mais violência.
No século passado, nos EUA, aplicou-se a Lei Seca. O alcool se tornou proibido. Com isso, o tráfico nasceu. Aumenta-se as barreiras, leva-se para a ilegalidade, e apenas deixa-se no mercado os bandidos, criminosos, e os mais propensos ao crime.
Por que você acha que não há tráficantes assassinos de... Queijo?
E isso gerou caos, guerra de traficantes, chacinas.
Hoje em dia você consegue imaginar o dono da Heineken fuzilando o dono da Budweiser? Hoje em dia o álcool é legal.

Essa proibição afeta aos doentes, proibindo tratamentos alternativos a base do ópio, cannabis, etc.. Isso atrasa a concorrencia, aumenta os preços, cria agências reguladoras, logo, aumenta-se impostos, tira novos remédios das prateleiras...

2 comentários:

  1. Entendi seu ponto de vista em dizer que proibir é pior, já que quem realmente depende da droga precisa recorrer a meios ilícitos que só trazem ainda mais prejuízos para a população. Mas agora eu deixo a pergunta: legalizar não pode deixar a impressão para os jovens que nunca tiveram contato com drogas de que com a liberação, a prática torna-se moralmente aceitável e segura? Visto, é claro, que nem todos conhecem o risco à saúde e dependência que pode gerar.

    Sem contar o prejuízo gerado, com o dinheiro dos departamentos de saúde e com os "consumidores" que precisam pagar, e caro, para sustentar o vício.

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    1. Um dos primeiros comentários que discordam de nós e ao mesmo tempo são racionais, sem xingamentos, estou feliz ao ler isso.
      Mas enfim, respondendo: não é que a prática se torna moralmente aceitável, porque moral é algo relativo, como o próprio texto diz. Quanto a não conhecer os riscos à saúde, apesar de eu achar isso extremamente difícil, isso é algo que pode acontecer, mas a liberdade para errar (ainda que o erro também seja relativo, visto que se considera algo errado ou não a partir de uma moral x) deve existir e é uma das mais importantes.
      Eu não consigo ver tal prejuízo que você citou. Ao comercializar-se drogas, o traficante que não assalta, mata, etc. passa a ser um comerciante comum, movendo a economia. E a saúde não terá problemas porque ela também será movimentada. A não ser que você tenha se referido ao prejuízo para o consumidor da droga, claro. Mas repito, a liberdade para errar é extremamente necessária e importante.

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